Google Maps Geocoding API

 

A plataforma do Post Denúncia usa a Google Maps Geocoding API para identificar a localização do denunciante. Quando as coordenadas (latitude e longitude) são recebidas, são submetidas à API. Ela então retorna várias informações, dentre elas o endereço, o bairro, a cidade e o estado onde o problema urbano foi reportado. Desta forma, a denúncia pode seguir para o órgão com toda a informação necessária para seu tratamento.

Para se comunicar com a API, foi desenvolvido um módulo cliente, apesar da própria equipe do Google Maps disponibilizar no GitHub uma implementação cliente em Java, aqui. Não tínhamos necessidade de algo complexo, enquanto a solução oficial contemplava não apenas a Geocoding API, mas outras APIs do Google Maps também. Construímos então uma biblioteca Java simples, que no momento deste post está na versão 1.2, e que pode ser obtida no GitHub da mesma forma, aqui.

No projeto google-geocode são duas as principais classes: GoogleGeocode e GeocodeResponse. A classe GoogleGeocode faz a comunicação com a Google Maps Geocoding API propriamente dita, passando como parâmetro as coordenadas geográficas ou um endereço específico, e convertendo a resposta em formato JSON para um objeto da classe GeocodeResponse (para realizar essa conversão, utilizamos o Jackson). Com a classe GeocodeResponse é possível conhecer o status da resposta e percorrer a lista com os resultados fornecidos pela API.

Como o Post Denúncia se restringe ao território brasileiro, as classes foram estendidas em BrazilGoogleGeocode e BrazilGeocodeResponse. Elas podem ser visualizadas aqui. Deste modo, pôde-se definir PT_br como idioma para o retorno dos resultados, e também implementar métodos específicos que retornassem adequadamente o nome do bairro e da cidade.

Tenha em mente que, ao usar o serviço de geolocalização do Google, você está criando uma dependência para sua aplicação, e precisa gerenciar isso. A Google garante disponibilidade para quem estiver em conformidade com os Termos de Serviço, que requer dentre outras coisas que sua aplicação seja pública e gratuita.

A Google define também limites de utilização. Os usuários da API padrão, não paga (nosso caso), podem fazer até 2.500 requisições por dia, e no máximo 10 solicitações por segundo. Isso é controlado através da chave da aplicação, que é passada como parâmetro na requisição. Apesar de ser uma recomendação da Google, na solução que demos não passamos a chave. O controle, nesse caso, é feito a partir do IP de onde as requisições estão sendo feitas. Se você for usar a nossa biblioteca google-geocode, tenha consciência disso. Caso queira colaborar com o projeto e implementar esta melhoria, basta fazer um pull request no repositório do Github.

Se não desejar o código do google-geocode, mas quiser usá-lo no seu projeto Maven, basta adicionar no pom.xml:

    <repositories>
        <repository>
            <id>esign-repo</id>
            <name>Esign Maven Repository</name>
            <url>http://maven.esign.com.br</url>
        </repository>
    </repositories>

É necessário informar o repositório da Esign, para que o Maven saiba de onde baixar a dependência:

    <dependencies>
        <dependency>
            <groupId>br.com.esign</groupId>
            <artifactId>google-geocode</artifactId>
            <version>1.2.0</version>
        </dependency>
    </dependencies>

Fique à vontade para usar! 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *